Aprender
No tempo do aprendizado
É o instante, um longo curso
Pairando num espaço incerto
Trasbordando pensamento
Alonga-se em corpo, gesto

O corpo sinuoso.
É tempo de colher frutos
Padecendo do prazer
Seguro em mãos de fada
solto em jorro secreto

Imensa solidão
de quem sabe tudo!
O que seria da vida
se não fosse caminhada
Fluir o aprendiz, almas perfeitas

Quem tem coragem de cometer o absurdo?
Seria perder no âmago o gosto de uma saudade
Pôr este sabichão de empreitada fantasia,
eu velo.

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Paulo Tiago dos Santos

Nascido em Vitória da Conquista, "carrega água na peneira" desde pequeno, de 1900 e... esqueci...

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