Vejo os olhos,
o corpo do mundo interno
bolinha do universo
saltita alegria
Sempre me arremesso
Corpo avante, atmosférico
Tornar-me abrangência de afetos

Fontes de saudades e fossas
Romper meu itinerário sobre um sol poente
E mesmo a cantar lamentações
Acanhar o inverno que se forma

Tantos desejos, oliveiras e marfim
seus colares de quinta
beijos e segredos em mim

Cada perola balaiar
Como um pomar, teus seios
Minhas tempestades brotar

Aprecio o brilho
Encanto-me das inclinações da pele
E te vejo nua
As minhas primorosas aventuras
Correm num selo amotinado
Um vontade obscena de submergir
Aproximando de mim, uns ruídos infantis
Vago, o sacerdócio de quantas injúrias
Planam sobre mim, primor de teus encantos
Sobretudo, não me queixo
Alfazema tênue dos seus cachos
Me distrai

Um olhar supremo sobre ti
Quero-lhe o encanto, quero sim
Vaticinar sobre os grilhões
Dou um salto com os cotovelos
Sonho amor que não me deixe
Ou nunca me encontre
Que esteja na espreita do elo
A soprar constelações em meu ouvido
A mangar de mim.
As minhas primorosas aventuras
Correm num selo amotinado
Um vontade obscena de submergir
Aproximando de mim, uns ruídos infantis
Vago, o sacerdócio de quantas injúrias
Planam sobre mim, primor de teus encantos
Sobretudo, não me queixo
Alfazema tênue dos seus cachos
Me distrai

Um olhar supremo sobre ti
Quero-lhe o encanto, quero sim
Vaticinar sobre os grilhões
Dou um salto com os cotovelos
Sonho amor que não me deixe
Ou nunca me encontre
Que esteja na espreita do elo
A soprar constelações em meu ouvido
A mangar de mim.

Paulo Tiago dos Santos

Nascido em Vitória da Conquista, "carrega água na peneira" desde pequeno, de 1900 e... esqueci...

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