Antes que mais nada aconteça
Que mais nada aconteça
Nada.

todo discurso feito
duma palavra maldita
compensá-la com um beijo

Afagar as vozes com um poema
E despejá-lo à terra
Por nada, por ficar fazendo pirraça com nossos ais

Como um caminho que é delicioso
que sugere o beijo das perfumarias
Outro que sonha os passos do beijo da amante

E o que degenera as passagens avançadas dos começos
onde as primeiras somas de impressões
foram fazendo-se um pouco atormentadas,

um pouco mesmo, até ficar um menos qualquer
um que toma corpo sobre todos os apelos,
como a vasilha que comporta uma enxorrada de pertubações, liquidificador

Que dia iremos começar a mecher nas verdadeiras armadilhas,
desmontá-las
homem campo de mina

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Paulo Tiago dos Santos

Nascido em Vitória da Conquista, "carrega água na peneira" desde pequeno, de 1900 e... esqueci...

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