O sexo é uma ilustração corpórea
antes de sermos
um projeto de fecundidade
em nosso tempo,
promovemos o corpo como vitrine
amantes cruéis
de espelhos e formosuras
e como são belas as meninas
e os rapazes
a andar por aí, caraminholas
a vontade
saltitando beijos pela tarde
seus segredos
não são mais rubor nenhum
De tanto mexer com as palavras
De tanto mexer com as palavras
Estou cá, ficando mudo
Sem gabar-me com este pronome todo
e vasculhar tudo que seu olhar me diz
E meus ais sonhador de sempre
Ah, este castelo, insustentável amor
Não gosto dos castelos de pedra
Meu castelo há de ser castelo de areia
Para que eu possa construí-lo continuamente
Para que ele desabe todos os dias
Diante a força constante da vida
Que tudo de mentirinha sucumba
Estou cá, ficando mudo
Sem gabar-me com este pronome todo
e vasculhar tudo que seu olhar me diz
E meus ais sonhador de sempre
Ah, este castelo, insustentável amor
Não gosto dos castelos de pedra
Meu castelo há de ser castelo de areia
Para que eu possa construí-lo continuamente
Para que ele desabe todos os dias
Diante a força constante da vida
Que tudo de mentirinha sucumba
Ainda tarda as avemarias
Volto a repetir!
Vacilante, afora o mundo de trevas
me entrego às constelações
Disseram que tinha um dia só meu
E sempre me assustei com isso
Esse poema é de hoje
Um poema que se acaba como sol poente
Amargando o silencio, a dor
As contingências do dia solitário
Não haveria de tentar o amanhã
Vago e solto como soletrar
As massas de sentidos adversas
Não contaria a memória do ermo
Poderia cantar meus amores
Olhozinhos, vãos amores meus
Gabar-me de aventuras
Despejar meu ímpeto de Zorro
Ou ser aquele que tomava sol
Erguido ao vento em silêncio
E minha mãe gritava de lá
E eu não escutava de cá,
Imaginava, o sol vertia fogo
Meus pensamentos avermelhavam
Uma camada nebulosa de vermelho
Fazia campo para um sonhar vago, aéreo
Foram instantes preciosos
Idéias jogadas assim ó, pelo chão
Como moscas varejeiras
Como papel de bala e cordão
fim
Volto a repetir!
Vacilante, afora o mundo de trevas
me entrego às constelações
Disseram que tinha um dia só meu
E sempre me assustei com isso
Esse poema é de hoje
Um poema que se acaba como sol poente
Amargando o silencio, a dor
As contingências do dia solitário
Não haveria de tentar o amanhã
Vago e solto como soletrar
As massas de sentidos adversas
Não contaria a memória do ermo
Poderia cantar meus amores
Olhozinhos, vãos amores meus
Gabar-me de aventuras
Despejar meu ímpeto de Zorro
Ou ser aquele que tomava sol
Erguido ao vento em silêncio
E minha mãe gritava de lá
E eu não escutava de cá,
Imaginava, o sol vertia fogo
Meus pensamentos avermelhavam
Uma camada nebulosa de vermelho
Fazia campo para um sonhar vago, aéreo
Foram instantes preciosos
Idéias jogadas assim ó, pelo chão
Como moscas varejeiras
Como papel de bala e cordão
fim
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Paulo Tiago dos Santos
Nascido em Vitória da Conquista, "carrega água na peneira" desde pequeno, de 1900 e... esqueci...