quando limpar a poeira do meu sorriso
quando soltar a paralisia que o mingua
que o querer se transforme em bem
amor, a paisagem liberta
torna-se a primeira canção
sai em pedaços de caminho
suas aliterações que me matam
minhas saudades do nada
As minhas vertigens não são colaterais
Alteram por assim dizer a primavera
O que amansa o colo dos amores transversais
Persevera na margem de tudo aquilo que pode vir a ser
Averiguar as canções da tarde e passar a mão na água clara
Os teus sinais são todos imortais e tua face reluz
Amanhece e a vidraça nos impregna de nós mesmos
A vidraça, amortecida em vastidão, sempre almeja o belo
E chora as tormentas que lhe passam ingratidão
Ali sobre o visgo sonso delira e verte ânsia, amanhã
A vidraça chora um musgo e deixa de sorrir
A vidraça germina
Alteram por assim dizer a primavera
O que amansa o colo dos amores transversais
Persevera na margem de tudo aquilo que pode vir a ser
Averiguar as canções da tarde e passar a mão na água clara
Os teus sinais são todos imortais e tua face reluz
Amanhece e a vidraça nos impregna de nós mesmos
A vidraça, amortecida em vastidão, sempre almeja o belo
E chora as tormentas que lhe passam ingratidão
Ali sobre o visgo sonso delira e verte ânsia, amanhã
A vidraça chora um musgo e deixa de sorrir
A vidraça germina
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Paulo Tiago dos Santos
Nascido em Vitória da Conquista, "carrega água na peneira" desde pequeno, de 1900 e... esqueci...