Os ventos me trazem a fresca
Os ventos de todos os meses
Cada tempo tempera seu vento
E sopra como um cortejo a tez

Meus antepassados, minhas honras
Glorias!? tantas insanidades...
vejo urrar em meu ouvido moco
todo roto, a miragem do meu oco

Centelhas e perdões lhe peço
tateando seus cachos em vão
meu segredo postiço não há de morrer
sem chegar ao seu ouvido

Dúvidas, desejos, dores
Um dado lançado num colchão
dois armistícios que vagam
cansado tropeço neste chão

do meu afinco, correm de mim as esperanças
os delírios do meio dia, do amanhã
da calça jeans que carrega a função
descalço sobre o solo febril do amor

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Paulo Tiago dos Santos

Nascido em Vitória da Conquista, "carrega água na peneira" desde pequeno, de 1900 e... esqueci...

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