Em pronunciado amor à minha terra, sofro a desgraça de um corvo em solo quente.

Os homens vem comer o sal dos corpos em sangue.

O mérito da guerra consagrado aos tiranos, dando-lhes mimos pra que os olhos cresçam

E vaze pra outro lugares, outros corpos dominados,

Plantam a morte heróis sem termos, inventando inimigos que todo o mundo reconheça

Que besteira.... Petróleo, diamantes, bioenergia, armas, gigantes... e gente... pessoa...

que Filhos da puta.
Apreendo o mundo como trovoada
A silenciosa bravura dos céus
Haverá o dia em que antecedendo
o raio estará em mim, sofredor
plena amargura enganadora
plena certeza enganadora
plena malícia enganadora

As vozes do céu não se cansam
vontades inspiradas pelo mundo
As vozes do céu, este azul infinitude
Clamam com suas nuvens
Por um sublime transitar no chão
Os amores resistem às desilusões
Amores por vezes desfeitos
desalentam, esfacelados de si

Mas, sem dúvida, é o que nos melhora
Ilusões que alimentam, todos sabemos
Eles insistem em nos fazer rir

O beijo, o abraço, carícias
Meios de refinar o olhar para o outro

E a canção, neste mundo imprescindível de ordem
Amores os tenho e persigo um poema perfeito
Andava meio atarantado, ainda sorria porém, daquelas comédias recorrentes que pasmam pela memória e refrescam qualquer mau-humor. Foi aí que vi um homem, um andarilho, que tentava encaixar uma pedra de volta na rachadura do chão. Ele estava profundamente incomodado com aquela imperfeição, tentando concertar um detalhe do mundo este homem mais parecia um sonhador. Ele deixou a pedra arrumadinha, deu uma última olhada, inclinando a cabeça para não deixar escapar nenhum detalhe e continuou… eu de cá, que graça... Depois de ver tanto zelo, estava tão bem encaixado no mundo que, sem perceber, o melhor a fazer no caminho era assobio.

Paulo Tiago dos Santos

Nascido em Vitória da Conquista, "carrega água na peneira" desde pequeno, de 1900 e... esqueci...

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