Porque não mais umas palavras
para dizer do sossego em que me encontro
amansado pelas vertigens de deus
apanhado como passarinho em ventania
atinado para a distância e a febre
e os delírios que me consolam
Para uma saciedade inventada
porém, benfazeja e solene, quanto fiel
em meus delírios inconscientes
estou tão próximo, tão próximo
quanto a consciência do real
que me soterra ou que transborda
Não sei bem...
Há um passo-tropeço que desintegra o instante em tempo infinito
e um retumbar no desequilíbrio, pela eternidade
a retomar as mais belas cantigas
e soprar no seu ouvido
iluminuras... meu bem
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