Diante as passagens da alvorada
um sonho leve se inclina para o monte
onde o nada se encontra, onde foge o mundo
por onde lançam as apreensões do universo
Sonho amante em vasculhar os elos
aparente compreensão das coisas
ao movimento, tormento que sublima
o que nos aproxima em palavra
Como é possível entregar ao poema
as verdades, e só delas fazer o poema
o poema ficaria triste
como folhas apagadas em frontes de sol
como corredeiras que derramam seivas duras
e vasos prontos de barro e metal
que nunca despejam
Avante as alvoradas, pomares
dores, a tua mão sobre meu ombro
avanço, nada mais que teu olhar, teus beijos
e voltar a se enganar com o amanhã
Seriamente, os desejos, as vozes
me deixam como cego derretido em cosmo
Vamos dançar, vamos tocar
nossos pés e mãos no chão
como quem ama a terra,
como quem faz o favor de fazê-la bela
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