Ó céu azul anuviado
tuas brumas são tormento
o quanto minha visão alcança
me entrego
você me mostra o horizonte
eu me desfaço
e tombo um passo ao futuro
mas conservo meu chão
Porque não mais umas palavras
para dizer do sossego em que me encontro
amansado pelas vertigens de deus
apanhado como passarinho em ventania
atinado para a distância e a febre
e os delírios que me consolam
Para uma saciedade inventada
porém, benfazeja e solene, quanto fiel
em meus delírios inconscientes
estou tão próximo, tão próximo
quanto a consciência do real
que me soterra ou que transborda
Não sei bem...
Há um passo-tropeço que desintegra o instante em tempo infinito
e um retumbar no desequilíbrio, pela eternidade
a retomar as mais belas cantigas
e soprar no seu ouvido
iluminuras... meu bem
para dizer do sossego em que me encontro
amansado pelas vertigens de deus
apanhado como passarinho em ventania
atinado para a distância e a febre
e os delírios que me consolam
Para uma saciedade inventada
porém, benfazeja e solene, quanto fiel
em meus delírios inconscientes
estou tão próximo, tão próximo
quanto a consciência do real
que me soterra ou que transborda
Não sei bem...
Há um passo-tropeço que desintegra o instante em tempo infinito
e um retumbar no desequilíbrio, pela eternidade
a retomar as mais belas cantigas
e soprar no seu ouvido
iluminuras... meu bem
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Paulo Tiago dos Santos
Nascido em Vitória da Conquista, "carrega água na peneira" desde pequeno, de 1900 e... esqueci...