Passo o dia tentando esquecer você
Penso no céu, na magnitude das poeiras
Na inexatidão dos Albuquerques
Em mim, sobretudo em mim
Quando sôlto em minha fibra
Restou a tensão das mandíbulas
E o sorriso amanhecido na cara
Sou a tinta do meu diário
A silhueta dos pássaros e sua cantoria
Duas mãos entrelaçadas à luz
Contrariando as sombras
Colateral em todo Candinho
Estarei impregnado de puerilidade
Como as espumas do meu querer
A boca de um caranguejo nas cordas
E a calma dos seus olhos suspensos
A olhar, numa velocidade da pausa e da incerteza
A vontade guerreira que me espreita
A viagem mais tênue dos meus
E o velejar das esferas em ti
Quando a certeza condiciona o piano
E as vacilações do meu apetite
Sobre ti e a plena e vigorosa inalação
Do seu doce hálito, em minha memória

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Paulo Tiago dos Santos

Nascido em Vitória da Conquista, "carrega água na peneira" desde pequeno, de 1900 e... esqueci...

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