Do olhar às ações
Um sopro de amor
bafo fino
e passa-se o pano
Entrementes, vidro
no lado de fora
rasteja e valida-se
em desenganos
Lá fora, em morais
e vaticanos,
varíolas e abnegações
tornam-se motivos de orgulho
Afora, às missivas madrugadas
em peste cresce,
varões e oráculos
homens servos
vorazes carniceiros
Alimentam-se
salitre em poder
variam em considerações
e gostam da palavra certa
Existe em toda terra,
atrás do olhar
o homem em ponderação
mente, reinventa o mundo
conforme sua razão
sem contar que precisava
à palavra limpar
e quantas vezes o olhar
leve um sopro de amor
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