Do olhar às ações

Um sopro de amor
bafo fino
e passa-se o pano

Entrementes, vidro
no lado de fora
rasteja e valida-se
em desenganos

Lá fora, em morais
e vaticanos,
varíolas e abnegações
tornam-se motivos de orgulho

Afora, às missivas madrugadas
em peste cresce,
varões e oráculos
homens servos
vorazes carniceiros

Alimentam-se
salitre em poder
variam em considerações
e gostam da palavra certa

Existe em toda terra,
atrás do olhar
o homem em ponderação
mente, reinventa o mundo
conforme sua razão
sem contar que precisava

à palavra limpar
e quantas vezes o olhar

leve um sopro de amor

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Paulo Tiago dos Santos

Nascido em Vitória da Conquista, "carrega água na peneira" desde pequeno, de 1900 e... esqueci...

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