Sabe aqueles perfeitos estalos da razão?
Agora foi como se fosse
Não teria outras palavras,
para dizer-vos que não estas
E, realmente, não as tenho,
Passado um vão momento
a palavra me veio:
Sabe aqueles perfeitos estalos
intrometidos nas convulsões
da vontade dos tolos
sarapitados e vassalos
em torniquetes de vinco?
Hora se mostram pintados de parda felicidade
Hora, são pequenos coloristas do tédio
Faça-se um destes e veras quanto vingas sem moral
O palhaço em negação
valoriza o irreconhecível
surpreende, mas, tamanha identificação há
senão, o que seria dos gestos infantis?
Prosódia desconecta da mimese
em sua disforme função de sorrir
prova-nos insatisfeitos desarranjos
Ora, o que esperar de momentos hilários
o desfecho da estabanação
a queda, o desgaste e a louvação.
Como um intenso bordão que podemos soletrar
e assim torna-se insuportável
Vamos, deixas de ser tão triste
e joga logo esse dominó,
Vamos, vê se não desiste
Em uma jogada a vida desaba.
Risos gerais.
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