Sabe aqueles perfeitos estalos da razão?

Agora foi como se fosse
Não teria outras palavras,
para dizer-vos que não estas
E, realmente, não as tenho,

Passado um vão momento
a palavra me veio:

Sabe aqueles perfeitos estalos
intrometidos nas convulsões
da vontade dos tolos
sarapitados e vassalos
em torniquetes de vinco?

Hora se mostram pintados de parda felicidade
Hora, são pequenos coloristas do tédio
Faça-se um destes e veras quanto vingas sem moral

O palhaço em negação
valoriza o irreconhecível
surpreende, mas, tamanha identificação há
senão, o que seria dos gestos infantis?

Prosódia desconecta da mimese
em sua disforme função de sorrir
prova-nos insatisfeitos desarranjos

Ora, o que esperar de momentos hilários
o desfecho da estabanação
a queda, o desgaste e a louvação.

Como um intenso bordão que podemos soletrar
e assim torna-se insuportável

Vamos, deixas de ser tão triste
e joga logo esse dominó,
Vamos, vê se não desiste
Em uma jogada a vida desaba.
Risos gerais.

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Paulo Tiago dos Santos

Nascido em Vitória da Conquista, "carrega água na peneira" desde pequeno, de 1900 e... esqueci...

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