Néon

quem arranca dos outros o poema
e de quem é a virtude de vivê-lo
sem soterrar-se de todo, por inteiro
ou ama-lo deleite e sabor
as formas aparentam doces
quando o sãoe tem o gosto do amargo
também apresentam a sua magnitude
provocantes, fazem cheiros e luzes
rosas, verdes, laranjas
estão pra todos os sentidos
a severa atitude

o momento não precisa parar
sua felicidade é indo
fingir o momento com a forma?
perder o devir com o pensamento?
a que me interessa saber o nome das cores?
sentir, sabendo do momento
apagou-se a luz, e onde estou
a musica do nosso tempo
os versos de hoje são quadros
a palavra, unidade luminosa
letra por letra, fótons
relâmpejam insaciáveis
a todos quero tocá-los
e não sei de nada, nem onde estão
o que são, os versos vêem
e atinge o maior de todos os colapsos
e tudo parece de fácil compreensão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Paulo Tiago dos Santos

Nascido em Vitória da Conquista, "carrega água na peneira" desde pequeno, de 1900 e... esqueci...

Visualizações de páginas da semana passada