Onde mora o poema
Instaurar as considerações sobre o poema
e acorrentá-lo, despóticos da alma
Ao que se quer, estilhaçar o poema
Em miríades atos o poema deságua
Há de não encontrá-lo em terras pequenas
Limitá-lo a um manso mar de palavras
O poema por si, nunca é por si.
Vai só, retumbando quatro ventos
E quem saudade, surtir sofrimentos
concilia-se com a vontade de sentir
O poema desalinhado, criva em ti
Um mar, rubor sentido por dentro
Que no caminho do poema tento
Atinado por suas vias prosseguir.
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