Quanto mais pesar
me trás a memória
amargo as minhas entranhas

Voltarei para te ver
se não me ruboriza a face
em meio às tentações

Todo o meio absorto
Todo corpo forrado
Faz a minha paixão débil

Atolada num sufrágio
Empurrei as tuas saudades
para o colo de outra

E mantenho cedo nossos dias
Acordando ao sol dos homens
Me fazendo de carinho e vento

Como nuvens sou um ninho
Temporário a peregrinar
E serei mais um caminho

O quanto o sentimento durar
Deixar-se ser constante
Vôo sobre o dorso de um dragão

Aprecio as palavras do vento
E moldo-me a medida certa
Um tempo para cada paixão

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Paulo Tiago dos Santos

Nascido em Vitória da Conquista, "carrega água na peneira" desde pequeno, de 1900 e... esqueci...

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