Gosto de imaginar o poema
Antes do tempo do ser
Ficar fazendo bolhinhas
Contar os passos do céu

Prefiro mesmo é sonhar com o poema
Saltar de alturas homéricas
Contar no ouvido da porta
ir de porta em porta

Antes que o gesto fira
o desejo transborde
que os olhos isolem
o que o tempo nunca separa

Minhas mãos alcançam sua pele
eu silencio, as nossas bocas se tocam
versos soam, a trama de começos
sobre seu dorso vertical

Esqueço o poema
o corpo suplanta a palavra
soletro meus dedos
no quintal dos seus poros

quanto prazer poder descer
de minhas lembranças e descansar
e tua pele some, mais uma porta
paraíso de ioiô.

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Paulo Tiago dos Santos

Nascido em Vitória da Conquista, "carrega água na peneira" desde pequeno, de 1900 e... esqueci...

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