Como o vazio toma tudo sobre a deslizante amarra de frontes amargas,
sobre o nó,
o tempo imperdoável,
nossas intransigências,
os perdões todos que nos isolam
de um temor supremo,
clarices, aperta o seu seio
sobre meus beijos,
sem vergonha aproxima sim,
sempre, deixar nossas razões
discursar pleno corpo,
vasilhames e potes cheios
de água fresca, num canto da casa,
ou as pernas tortas
daquela velha que eu vi
numa estrada viajando
num fusquinha
numa estrada de roça...

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Paulo Tiago dos Santos

Nascido em Vitória da Conquista, "carrega água na peneira" desde pequeno, de 1900 e... esqueci...

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