De tanto mexer com as palavras

De tanto mexer com as palavras
Estou cá, ficando mudo

Sem gabar-me com este pronome todo
e vasculhar tudo que seu olhar me diz

E meus ais sonhador de sempre
Ah, este castelo, insustentável amor

Não gosto dos castelos de pedra
Meu castelo há de ser castelo de areia

Para que eu possa construí-lo continuamente
Para que ele desabe todos os dias

Diante a força constante da vida
Que tudo de mentirinha sucumba

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Paulo Tiago dos Santos

Nascido em Vitória da Conquista, "carrega água na peneira" desde pequeno, de 1900 e... esqueci...

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