Ah, fogo sublime
que entorta ao leu
Sonho, vago
amortiçado
sobre as orlas do tempo.

É a voz do mundo
sobre os ecos todos,
sobre todos os vazios.

Ondas, somente
ondas nos apegam,
nos terrificam
nos sobe o zelo,
e as noites são tão tristes
por nunca termos continuado
uma perturbação tamanha no universo,
onde as vertigens se fizeram
amantes, onde, quando, como.

Nunca responderão.
E todos andarão a sacolejar
o corpo e as palavras
ínfimas deste poema
é nada. nada. nada.
enquanto a eternidade cala
somente o belo fala.

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Paulo Tiago dos Santos

Nascido em Vitória da Conquista, "carrega água na peneira" desde pequeno, de 1900 e... esqueci...

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