Trapézio, caminho
reservado aos amantes
À todos os amantes,
os que abraçam a vida
Os que ameaçam
se jogar para fora de si
Noutro passo,
que as vezes provoca gagueira
Corda que sustenta
o universo dos amores
Bem contavam
das amendoeiras
Avante corpo
que não vacila, só amor
Bem reprega
teus aventais de sonhos
Quantos começos
há de mostrar
uma face menos intensa
dos encontros
por outro lado,
latência apregoada nos olhares
merecedora de tempos e virtudes
de gestos adestrados pelos deuses
de aparência vã,
como vertigem que insiste
morada de encantados,
centro de poder
e radiação dos não aceitos
e refeitos
constelados no imaginário
permanente
de todos os povos,
toda gente.

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Paulo Tiago dos Santos

Nascido em Vitória da Conquista, "carrega água na peneira" desde pequeno, de 1900 e... esqueci...

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