As persianas recortam a luz
No meu quarto, no vazio do meu quarto
A escuridão não prospera
Uma tênue ferrugem arranha minha pele
E há, ademais, um salitre fino, que me comove
Algumas cestas cheias de vento
E vasilhames com água límpida e boa de beber
Uma esteira para dormir direito
E um pezim de fruta e um de frô
Rosinha nunca que vem
mas, me conforto em rabiscar
riscado do universo inteiro
Em tremedeiras e oscilações
um levante de estrelas converte
cada pedaço em azul
e não tenho outra opção
a não ser sair pro quintal
e olhar o céu
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