Tudo bem, escrevo...
por uma perdida vertigem que me afugenta
e finjo que nem apercebo que a vida reverbera
“pera”, o menino diz na brincadeira
fecha a porta, que o trem já vai partir
revisito somente minhas pronunciadas dês-importâncias
o que nunca lamento
mas, preciso, ô meu deus, vê minha Tia lia
que meu coração já aperta e ela espera...
tem tempo que não me contento
por isso que invento
meio, maneira de tomar “tento”
que num sô mais moleque sebento
comendo sabugo de milho ao relento
catando remela nos beiço
meu passo acanhado ficou para trás
como caranguejo em dia de andada
saio da toca, vou pra lua que me chama
flor de minhas esperanças
que nunca lacrimeja
é somente o que preciso
nesta vida de perder-se em ti
é voltar a chorar
no fundo do sentimento
que transborda
que volta a transbordar
todo cinza é vago
e desfaz-se em vermelho sangue
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