somente as alegrias
arreviva santidade
o que arde, arde
nunca que o tormento passa
e quando as horas se reportam
ave, é outro vento que troça
as correlações dos encalços
as prateleiras tortas
prontas a ruir
trapaças vislumbram o fim
ave, sentimentos não posam
soam na vastidão dos nós
um arrebol de corpos
avalanche destes cabedais
que me puxam, que me fisgam
você é a saída do mar
é um rumor
a espuma que desfaz em mim
serena, vejo teus olhos
minha pequena
não te esqueço
qual pergaminho e a pena
é só teu este poema
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