Há uma fada,
entre a torre e o serafim
a espirrar em nossos delírios
suavidades sem fim
um sortido elo de prazeres,
o Eros
solto vagar sobre o corpo
a pele
e toda superfície
a delicia
e boca e orifícios
tornam-se pequenos sonhos na escuridão
ornamentação e plumas para qualquer devir
enfia em mim a sua coisa toda
o seu sexo, o seu selo, o seu dedo,
o terno, o áspero, a lascivo, o enlaço
a louca grita na beira do tédio
com seu grande seio sobre a janela
para todo mundo ouvir
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