Fosse a vida um vesgo obscuro
a palavra nada lavraria em sentimentos
daquilo que o poema é feito...
Todo dia o palco ao passo do formigueiro,
o espírito da terra se renova
e nos deixamos tombar pelo seu desejo.
O medo de morrer
o medo de morrer de todas as coisas
é a morte lambendo nossos ouvidos
dizendo em voz massiva:
tu homem infiel quer me conhecer...
Em todo belo a vida avança
vê a vertigem de luz que paira no arrebol
e a vaga abordagem que se refere à morte
como uma tormenta...
ah... daí cantam a tua loa aos miseráveis
o todo sacramento do viver.
Ave, e até a sombra declama:
Beijar é o melhor poema.
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