Estou preso parece
Na incomensurável desordem de alguns
Na inconfiabilidade de algumas consciências
Na inércia de alguns corpos que se arrastam
Na incerteza de alguns desejos que estancam
Na presteza de alguns à continência pudica dos gestos
À vergonha alheia de si mesmo diante o verbal
Na imprestável e refreada latência sexual
Do menos severo espírito que morre de medo da luz
Eu quero, apesar de sua inativa e perversa imaginação
Posso desejar a vida com toda pureza e amor
E a desejo como a maior e definitiva delícia
A única saída, o amor.

pois, todos os dias ao dormir
o travesseiro tão macio como meus sonhos
como um anjo, abraço toda a escuridão
e levanto

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Paulo Tiago dos Santos

Nascido em Vitória da Conquista, "carrega água na peneira" desde pequeno, de 1900 e... esqueci...

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